Minha mãe sempre me dizia que eu era muito rebelde. E eu sempre pensei que ela estava errada quanto a isso.
Quando criança, eu nunca respondia mal para os meus pais, não aprontei
muitas travessuras, mas costumava oferecer a resistência da mula
empacada! Eu era teimosa! Caso alguém me mandasse fazer uma coisa, eu
simplesmente demorava para obedecer! Demorava tanto que acabava
esquecendo! Mas, se a pessoa me pedisse com jeitinho, eu fazia de bom
grado!
Recentemente, tive que reconhecer que sou rebelde!
Outro dia eu estava saindo e me perguntaram aonde eu ia. Respondi imediatamente, mas quando já estava na rua fiquei pensando a respeito e aquilo me incomodou. Senti que estava sendo vigiada, cobrada, cerceada no meu direito de ir e vir. Como sou muito tranquila não reclamei, nem na hora que o fato ocorreu e nem depois.
No entanto, reconheci em mim aquela rebeldia que tanto falava minha mãe! "Por que eu preciso dar satisfação para alguém sobre aonde eu vou?" "É a minha vida! Eu sou livre!" "Eu não pergunto aonde vai, porque ele me pergunta isso?" Esses pensamentos passaram rapidamente pela minha mente e logo foram descartados, devido à minha natureza gentil, mas eu reconheci neles um traço de rebeldia!
Contudo, para viver em sociedade, para manter um bom relacionamento com as pessoas que lhe são próximas, é necessário fazer-se concessões. Eu sempre tomo cuidado com o quê eu digo, ou com as minhas ações, porque procuro manter uma postura muito educada.
A rebeldia não deve ser encarada apenas como algo ruim, mas como um motor que impulsiona a pessoa. É a chave do progresso, e também a fuga da mediocridade. Sem a rebeldia o mundo permaneceria imóvel, seria um velho pálido e estático esperando a morte.


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