27 julho 2011

Relembrando o passado


Encontrei duas amigas, da época do ginásio, graças ao Facebook. Mas o comentário de uma delas, logo após me reconhecer, não me sai da cabeça!
Ela me perguntou se eu já estava rica de tanto escrever! É que a Myrian me conhece da época em que eu vivia escrevendo histórias curtas.

Naquela época eu estava na 5° série, estudava em um colégio de freiras localizado em Moema. Morávamos muito longe da escola, mas meu pai fazia questão que a filhinha dele estudasse em colégio de freiras. Já estava naquela escola a dois anos, mas foi a partir da 5° série que fiz as maiores amizades, amizades para a vida toda.
Sempre fui uma pessoa muito tímida, mas consegui graças a Deus, fazer boas amizades. O tal colégio que eu comentei, além de ser de freiras era só para garotas!

Minhas amigas eram: a Marcia, sua irmã Myrian, a Sandra, a Silvia, a Dora, a Eni e a Mieko. Todas garotas da mesma idade, estudando na mesma classe. Naquela época eu queria ser jornalista, ou escritora, e sonhava em cursar faculdade de letras. Tinha muitas ideias, e precisava colocá-las no papel para poder respirar, como já comentei antes, escrever para mim era vital.

Costumava inventar histórias onde os personagens principais eram eu e as minha amigas de classe, e mais uma série de personagens fictícios. Todos os personagens eram jovens, na faixa dos 18 a 20 anos, todos viviam juntos e tinham o mundo aos seus pés. Eram os meus anseios mais secretos e fantasiosos que eu externava na forma de histórias curtas. Eu criava histórias fantásticas, onde tudo podia acontecer, como ser agente secreto tipo James Bond, ou ajudar o Papai Noel no Natal.

Depois, juntava todo mundo na hora do recreio e eu lia para elas a história que havia escrito, uma história as vezes demorava dias para ser contada, e eu sabia se estava boa ou não quando me pediam para continuá-la no dia seguinte.

É lógico então, que a Myrian lembrasse de mim como a escritora de histórias, e me cobrasse isso ao nos reencontrarmos.

Mas esta pequena cobrança agitou algo adormecido no meu interior, aqueles velhos sonhos e anseios, e também me deixou triste, com aquela sensação de um sonho não realizado. Afinal não me tornei nem jornalista, nem escritora, não segui nenhum dos meus sonhos juvenis, isso pode deprimir uma pessoa...

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